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Corinthians, absoluto campeão Brasileiro. O que a dupla BAVI pode aprender?

Foto: www.corinthians.com.br

Como era de se esperar, o Corinthians conquistou o sétimo título Brasileiro da sua história. Depois de um primeiro turno impecável, o timão até que parecia titubear na segunda metade do campeonato. Perdeu a invencibilidade para o Vitória e desandou por algumas rodadas. Talvez se o Grêmio tivesse mostrado um interesse maior no certame, poderíamos ter tido alguma emoção na reta final. Mas dificilmente tiraria o título – justíssimo – do alvinegro Paulista.

Mesmo começando o campeonato longe de qualquer favoritismo – inclusive deste blog – o timão se impôs logo nas primeiras rodadas. Assumiu a liderança na 5ª rodada e não saiu mais. Bateu recordes de pontos do primeiro turno, quando fez 44. Bateu o recorde de invencibilidade da era de pontos corridos (20 jogos) e se vencer o Flamengo no domingo pode se juntar ao Cruzeiro ao ter vencido todos os adversários na mesma edição. Memorável.

Por incrível que pareça, é considerado o pior Corinthians dos 7 títulos do clube. Um time desacreditado, sem estrelas e com um treinador novato. O impressionante time de Fábio Carille contou com os renegados Jô, Jádson e Cássio, jogadores promissores que não vingaram na Europa. Sem dinheiro para grandes investimentos, o elenco contou com os reservas do time de 2015, quando foi campeão: Romero, Arana e Rodriguinho.

E o que fez desse time o campeão Brasileiro de 2017? Uma aposta altíssima num treinador interino, cria da casa. Nos 8 anos que ficou como auxiliar, Carille trabalhou com o melhor treinador do país, Tite. Também trabalhou com Mano Menezes. Algo que parece óbvio, mas que poucos clubes no país fazem. Preparar um profissional do clube para ocupar o cargo no futuro. Mesmo com toda a desorganização do futebol Brasileiro (o Corinthians não sai ileso), o alvinegro deu um show de planejamento.

As ótimas escolhas para o comando técnico do time, com nomes como Tite e Mano Menezes ajudam. Carille pode trabalhar com dois treinadores recentes da seleção Brasileira. Mesmo não sendo muito simpático aos trabalhos de Mano Menezes, não dá para negar que é um dos principais treinadores do país. Não há dúvidas que Carille aprendeu muita coisa do atual comandante do Cruzeiro. E soube absorver de Tite ótimos conceitos de futebol. Por menos vistoso que seja o futebol apresentado pelo time, a eficiência e organização tática é clara. Sabendo das limitações do elenco, o Corinthians soube vencer o campeonato sem muito trabalho. Mérito total ao professor Carille.

Quando foi campeão em 2015, Tite viu seu elenco se desmanchar no feirão que a diretoria fez. Sem reclamar muito, Tite se virou como podia e vinha fazendo até um ótimo campeonato quando foi chamado para assumir a seleção. Depois, a péssima escolha em Cristovão Borges fez o time se perder. Quando Oswaldo de Oliveira assumiu, era tarde demais para conseguir uma vaga na Libertadores. A crise tinha chegado ao Parque São Jorge. Sem dinheiro, com uma dívida irresponsável por causa da Arena e sem a receita da Libertadores. Parecia que o Corinthians viveria um ano para se esquecer.

Carille assumiu sem muito apoio da diretoria. Por falta de boas opções no mercado e a falta de dinheiro, me parecia que a ideia era que empurrariam o treinador com a barriga até onde fosse possível. Sem esperar, o Corinthians ganhou o campeonato Paulista e manteve uma das maiores invencibilidade da história do futebol Brasileiro, interrompida pelo Vitória. Foram 34 jogos invictos. Com um novato treinador e um elenco para lá de limitado. Premiado nessa quarta com o justíssimo título nacional, o sétimo da história do clube.

A dupla BAVI, mesmo com recursos muito menores que o gigante Paulista poderia aprender a lição. Preparar um profissional do clube, que esteja atento ao que acontece no futebol mundial, que possa aprender com bons treinadores e quem sabe um dia assumir o clube. Sem pressa. Não acredito que Preto Casagrande possa ser esse cara no Bahia. O perfil boleirão não ajuda o ex-craque tricolor. Flávio Tanajura também não me parece o nome certo no Leão. Além disso, péssimas escolhas no comando técnico dos clubes não ajudam os dois. Não dá para aprender muito de nomes como Jorginho, Doriva, Argel, Gallo e Petkovic.

Parabéns ao Timão!

Dupla BAVI

A rodada vem ajudando o Bahia até agora: Vasco e Galo empataram, São Paulo e Atlético-PR perderam. Se vencer o Santos, o Bahia chega aos 49 pontos, ficando a apenas um do Vasco. Caso o Flamengo perca para o Coritiba, o Bahia fica a um ponto da sonhada zona da Libertadores. Precisa fazer o dever de casa nessa quinta, na Fonte Nova.

Já o Vitória ligou (novamente) o alerta. A Ponte venceu e empatou a pontuação do Leão, ficando abaixo pelo saldo de gols (-9 contra -7). Ao menos o Avaí empatou e estacionou nos 36 pontos. Vencer a Chape lá é muito difícil, mas fora de casa o rubro negro costuma se dar bem. Um empate não é um resultado ruim.

twitter: @tedsimoes

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