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Atenção, PSG: a única solução agora é contratar uma babá!

Foto: Twitter Liomo9

O futebol moderno não cansa de surpreender. O episódio que “chocou” o mundo nessa semana veio de Paris, a cidade que de repente tornou-se a capital do futebol mundial, graças à contratação milionária de Neymar ao PSG. Nesse caso, o placar do jogo, a análise tática, a festa da torcida, entre tantos outros assuntos a serem abordados num jogo de futebol,  ficaram em segundo plano. Até porque precisamos ser honestos: o campeonato Francês consegue ser pior que o Brasileirão.

Num determinado momento do jogo, falta para o PSG. Neymar pega a bola. Vai bater. Não, pera. Cavani pega a bola. Vai bater. Não, pera de novo. Agora é Dani Alves que pega a bola e passa para Neymar. Tá decidido: o parça de Dani bate. O goleiro defende. Ok, lance normal de jogo.

Em outro momento, pênalti para o PSG. Cavani pega a bola. Vai bater. Não, pera. Neymar quer bater. Não vai. Cavani não deixa. Dessa vez, o parça não quis se meter. Neymar sai chateado, falando sozinho. Cavani bate. O goleiro defende de novo.

Essa confusão me lembrou um episódio que ocorria toda semana quando eu estudava no extinto Colégio 2 de Julho. Nos bábas do intervalo, eu e João Carlos Azevedo, meu colega, disputávamos o status de craques do time. Éramos, na verdade. Azevedo – como era conhecido – era um craque. Tinha uma elegância absurda, chutava bem. Adorava jogar com ele, era tudo mais fácil. Nossos rivais de outras salas tremiam quando a bola rolava naquela quadrinha ao lado do parquinho. Ah, bons tempos.

Mas Azevedo era fominha. Queria bater falta, pênalti, escanteio, queria cabecear e queria marcar todos os gols possíveis. E eu também. Naquela época, em 1991, eu ostentava uma cabeleira gigante. Batistuta era um dos meus ídolos. Como fazia gol aquele Argentino! Eu queria ser igual a ele. Queria bater faltas, pênaltis, escanteio, cabecear e marcar todos os gols possíveis. Era óbvio que as brigas aconteciam o tempo todo. Os outros colegas, que não eram tão bons assim, nem se metiam. Sabiam que era um dos dois que iriam para a cobrança.

Nesse meio tempo, me lembro de um terceiro colega, que era Pernambucano e veio morar em Salvador. Luiz Vicente. Não era um exímio jogador, mas era bem parça de Azevedo. Quando o bába empacava nos entraves de quem bate e quem não bate, Vicente vinha de lá, tomava a bola e escolhia o batedor. Sempre era Azevedo. Eu ficava fulo, saía chutando o vento e as vezes até abandonava a quadra.

Naquela época, eu ficava sem falar com os dois por um tempo. Geralmente durava até o bába seguinte. Normal, tratando-se de crianças de 9 anos de idade que não recebiam um centavo por aquilo.

A patética briga entre Neymar e Cavani foi parar nos vestiários, segundo os principais jornais Europeus. Não fosse Thiago Silva (que deve ter ficado muito chateado com a situação e por pouco não chorou), os dois teriam se estapeado ali mesmo. Para piorar a situação, o que de mais grave poderia ter acontecido acabou acontecendo:

Neymar parou de seguir Cavani no instagram.

Deus do céu, como eles chegaram a esse ponto???

Neymar ficou tão chateado que exigiu à diretoria que Cavani saísse do time. “Negociem ele, comigo e com Dani ele não joga mais!”.

A direção do PSG ficou tão preocupada que marcou uma reunião com os pais e os professores para resolver essa celeuma!

O técnico do time – que me lembrou muito nossa professora Fabiane do 3ºG – decidiu se impor, mostrando sua autoridade: “eu não vou permitir isso no meu time. Eles vão ter que se entender e decidir quem bate falta e quem bate pênalti!”. Esbravejou.

A situação é dramática. A direção do PSG está perdida e já avisou que vai ter que agir de forma firme, chegando nas últimas consequências.

Vai ter que contratar uma babá.

É a única forma possível de reverter essa situação.

Quem sabe assim Neymar e Cavani façam as pazes. No próximo jogo, é bem capaz que a babá coloque os dois para se cumprimentarem antes do jogo. Do mesmo jeito que a pró Fabiane fazia quando dois coleguinhas se desentendiam. E tem que ser na frente da turma toda, que é para dar exemplo. Depois disso, Neymar vai ter que pegar o celular dele e mandar uma solicitação de amizade para Cavani no insta dele. E ai de Cavani que não aceite o amiguinho.

E nada de briga quando tiver uma falta. Danizinho, nada de se meter de novo, viu? Quem decide agora é a pró Fabi. Uma vez de cada. Senão nenhum dos dois bate. Quem vai bater é o Carlinhos.

Carlinhos toma um susto: “Eu, pró? Mas eu nem gosto de jogar! Só jogo para completar o time!”

Quieto, Carlinhos. Obedece a pró.

Ah, o patético futebol moderno…

PS: é óbvio que eu inventei a história da briga com Azevedo. Na verdade, sempre nos demos muito bem. Éramos fominhas, mas cada um deixava o outro bater na sua vez. Com 9 anos, éramos muito mais maduros que as crianças Neymar (25 anos), Cavani (30 anos) e Dani Alves (34 anos).

twitter: @tedsimoes

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