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Jorginho foi um erro de avaliação da diretoria Tricolor

Foto: www.esporteclubebahia.com.br

Após um início animador, o torcedor do Bahia volta a conviver com sua realidade: a luta para não cair. Essa é a principal meta de um time em reconstrução, voltando da série B e sem mais a “casca” de série A, após um decepcionante início de século. Para se ter uma ideia, até aqui foram 17 edições da elite do futebol Brasileiro e o Tricolor está na sua oitava participação, tendo ficado nove vezes de fora. Dessas 9, duas foram no porão da série C. Ou seja, o Bahia não é mais um time habitual da série A. Precisa se manter por mais tempo na elite para sonhar com coisas maiores.

O primeiro semestre foi animador para o torcedor. A conquista da Copa do Nordeste era o principal objetivo neste processo de reconstrução. Vencendo seu maior rival nas semifinais e o Sport na final, o time de Guto Ferreira chegava com moral na volta à primeira divisão. E logo na primeira rodada, uma goleada histórica no Atlético Paranaense. Nem o mais otimista torcedor esperava uma volta tão boa. Mesmo com o trabalho muito questionado, Guto conseguia dar um padrão de jogo interessante ao time. Tinha a bola, trabalhava as jogadas, marcava bem em cima e conseguia resultados, mesmo que em muitos casos pudesse vencer com mais facilidade. Era uma mistura do futebol moderno com o velho pragmatismo futebolístico onde o 1-0 era goleada.

Aí veio o Internacional e fez uma proposta irrecusável ao Gordiola, como era chamado. Guto não pensou duas vezes e fechou com o time Gaúcho. Voltou a treinar um time de série B, assim como fez quando trocou a Chapecoense pelo Bahia. É claro que muitos torcedores não entenderam o porque dele dar um passo atrás. É justamente o que disse no primeiro parágrafo: o Bahia de hoje precisa voltar a ser grande.

Águas passadas, era hora de escolher um novo treinador para dar sequência ao trabalho de Guto. O mercado não estava muito favorável. Entre treinadores caros e rodados, o nome de Levir Culpi era o mais comentado. Eduardo Baptista aparecia como o favorito de Marcelo Santana, no perfil dos treinadores jovens. A escolha de Jorginho, exímio lateral direito da seleção tetra campeã do mundo pareceu óbvia. Já tinha mostrado ótimos trabalhos no Figueirense e no Vasco, e encaixava bem na proposta de jogo de Guto Ferreira. Ele poderia ser a peça que estava faltando justamente para o que o torcedor queria: vencer com mais facilidade os jogos que o Bahia insistia em sofrer tanto.

O que era desejo, virou preocupação. Em 9 jogos, Jorginho venceu os dois primeiros jogos pelo tricolor. Agora acumula 7 partidas sem vencer, com 3 empates e 4 derrotas. A defesa, que era o ponto forte do seu antecessor, já tomou 10 gols. Aí está o grande erro de avaliação da diretoria tricolor. O time do Bahia foi montado de trás para frente, baseado num consistente sistema defensivo, trabalhando as jogadas e vencendo os jogos pela diferença mínima. Foi assim que conseguiu perder o Campeonato Baiano desse ano, após dois empates com o Vitória, que levantou a taça por ter melhor campanha. No jogo de ida da Fonte Nova, cansou de perder gols e num lance bizarro de Armero, sofreu o empate. O ataque do Bahia é inexistente, vamos ser bem claros. Esse blog já chama a atenção para isso desde o ano passado.

Jorginho não é o treinador para esse elenco. No Vasco, ele tinha um Nenê em grande fase, sendo vice artilheiro do certame. O cara decisivo, que garantia os 3 pontos ao time. No Bahia, não existe essa figura. Régis está longe de ser tão importante para um time como o camisa 10 vascaíno. Os atacantes do Bahia fazem gols esporádicos, estão longe de terem a eficiência de um Fernandão, por exemplo. Infelizmente, o Bahia vai ter que se virar na série A como um time “pequeno”: fechar a casinha e jogar no erro do adversário. O 6-2 contra o Atlético foi um desses placares enganadores. Aliás, alguém lembra da última vez que o Bahia tinha goleado alguém pela série A?

Com todos as suas limitações, o time de Guto era mais objetivo. Conseguia os resultados, apesar de deixar a torcida impaciente pelo algo a mais. Jogos mais tranquilos, sem tanto sofrimento nos minutos finais. Mas talvez o ex treinador soubesse que esse elenco ainda não estava apto a dar um passo maior do que a perna. Hoje percebo que o Guto que tanto critiquei estava certo. O elenco do Bahia é muito limitado e definitivamente não dá para confiar em seus atacantes. Não valia a pena se expor tanto em busca de uma folga no placar. É isso que Jorginho precisa entender, se quiser se manter no cargo. Particularmente, acho que ele não é o cara para manter o time na série A. A situação é muito parecida com a do próprio Bahia de Doriva, no ano passado. Falta saber se Marcelo Santana vai bancar a sua aposta ou se vai atrás de alguém que possa manter o Bahia na série A, que é fundamental nesse período de reconstrução do tricolor.

Twitter: @tedsimoes

4 thoughts on “Jorginho foi um erro de avaliação da diretoria Tricolor”
  1. val 11 de julho de 2017 on 11:54 Responder

    bom dia . nao entendo é esses torcedores que nao entendem nada de futebol. que novidade é bahia e vitoria lutando pra nao cair ??? sempre foi assim e nao ira mudar . clubes do nivel dos baianos citados sempre na seria A lutara pra nao cair . o bahia aproveitou a chance dele na epoca do mata -mata foi com meritos campeao brasileiro. agora ja foi nem ele nem vitoria e variuos outros NUNCA ganharao brasileirao de pontos corridos. entao a situaçao é clara só nao enxerga quem nao quer ou é muito BURRO.

  2. Max 11 de julho de 2017 on 13:47 Responder

    Pois é pateta! Está criticando e errado DE NOVO. Todo trabalho precisa de tempo para amadurecer. E a POSTURA é que define um time vencedor. Se mantiver o ritmo os resultados começarão a surgir.

  3. Nilton 11 de julho de 2017 on 14:08 Responder

    Concordo com, porém confesso que teria cometido o mesmo erro que a diretoria. Mas no Bahia existem pessoas que mandam mais que o treinador, pois não venham me dizer que Jorginho queria ter escalado Feijão, como se ele nunca o tivesse visto jogar. Acho que o Bahia deve aproveitar que Mancini está sem clube e contrata-lo urgentemente.
    Abraço

  4. Luiz 11 de julho de 2017 on 21:42 Responder

    Isso é ser conerta..
    O Bahia vai recuperar e a forma de jogar hoje tem mais consistência na defesa ..a frente é questão de acerto..
    O Jorginho vem trabalhando de forma correta e o Bahia se impõe com qualquer um.

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