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O Vitória hoje é a casa da mãe Joana.

Foto: www.ecvitoria.com.br

Não gosto de comentar sobre bastidores do futebol. Até entendo os colegas que fazem, mas prefiro analisar o jogo, jogadores, funções táticas. Mas como o Vitória virou a casa da mãe Joana, é impossível não comentar sobre o que vem acontecendo nos bastidores do Barradão. Até porque, já está refletindo dentro do campo.

Vamos por partes: há muito tempo, torcedores do clube vem se reunindo para tentar promover uma revolução no Vitória. Afastar de vez os antigos caciques que insistiam em praticar as velhas formas de gestão. Sem querer criticar ou enaltecer ninguém: algumas vezes funcionaram, outras não. Normal no meio futebolístico. Ninguém acerta o tempo todo, ninguém erra o tempo todo.

Só que os tempos são outros. O futebol mudou drasticamente nos últimos 20 anos. Dentro e fora do campo. Práticas antigas já não funcionam mais.

Começa aí o primeiro erro do clube. Ao vencer a eleição, o grupo de torcedores depositou sua fé em Sinval Vieira. Apesar de uma boa passagem no clube, Sinval estagnou no tempo. Via o futebol com o mesmo olhar que antigamente. Em entrevista ao “Papo Catiguria”, Sinval mostrou total desconhecimento à essas mudanças. Perguntado se ele queria trazer Vanderlei Luxemburgo, Sinval não só confirmou como defendeu a chegada do ex-treinador-em-atividade. “Tem uma sabedoria imensa. Quem já teve a oportunidade em conhecer Luxemburgo, sabe que ele é um vencedor”. Ainda afirmou que o melhor era trazer Argel. Não foi verdade. Luxemburgo não veio porque não quis, e Argel era um plano C. Depois, afirmou que gosta de um treinador como Argel, que jogue com o time. Afirmou que futebol é resultado. Ou seja, não se mostrou convicto, se mostrou preso às antigas convicções do treinador motivador. Não se importou em ver a evolução tática do time. O importante é vencer. Duas semanas depois, Argel foi demitido com apenas duas derrotas na temporada.

Sinval ainda cometeu outro erro: montou um plantel completamente diferente do estilo do treinador. Com suas convicções do que é futebol. Completamente diferente das de Argel, treinador conhecido por formar equipes mais duras, fechadas. Jogadores como Patric, Cleiton Xavier e Dátolo, por exemplo, não vão render em nenhum esquema tático de Argel. Erro clássico de avaliação do plantel e do treinador. Depois, ainda promoveu Petkovic à treinador sem nenhuma convicção, apenas pela idolatria ao ídolo que foi como jogador. Petkovic foi um grande craque, mas isso não o habilita para ser treinador. Suas passagens na função comprovam que ele está muito longe de poder assumir um time.

A bagunça fora de campo acabou atingido o clube. E quem deu a certeza disso foi o capitão Willian Farias, em entrevista ao Correio. Logo após a demissão de Argel, ele já tinha alertado:

“Eu vou te falar uma coisa de vestiário, que nem deveria estar falando. Não é questão de injusto ou não. A questão é que existe uma hierarquia no clube. Tem gente que manda e tem gente que obedece. As pessoas que mandaram ele embora, a gente tem que obedecer.”

A mensagem foi clara. Tinha muita gente se metendo no time. E ontem, foi ainda mais claro:

“Isso tudo afeta a gente. Até porque nós, atletas, temos que ter uma referência. A gente vai olhar para quem? Infelizmente, neste momento, a gente só vê uma briga política dentro do clube.”

Esse é o problema principal do Vitória hoje. Quem manda no clube? Será mesmo o presidente Ivã de Almeida? Ou será que o grupo de torcedores anda se metendo onde não é chamado?

O Vitória deu um passo importantíssimo para o futuro, elegendo pela primeira vez de forma direta seus mandatários. Mas por incrível que pareça, o clube hoje não tem comando algum. Os jogadores não sabem para quem olhar, quem respeitar.

Até mesmo nas redes sociais, o perfil oficial do clube aponta dedos para os culpados quando é conveniente. Aliás, as redes sociais são um capítulo a parte nessa bagunça. De provocações bobas durante os jogos (como um vídeo em que o jogador do Paraná passa direto e se choca com a placa de publicidade com o texto “Já vai?”), ao famoso episódio do “Vrah”, quando uma torcedora reclamou do brinde que ganhou numa ação de marketing do clube e o twitter oficial desdenhou, com o maravilhoso texto “Oxi! Participa quem quer, né? #vrah”. Além de besteiras do mundo moderno da internet e memes, que um clube não pode ficar repetindo para ser engraçadinho. Chamar seu próprio zagueiro de “Kanívis”, “Torcedor raíz”, “consolem seu amigo tricolor com aquela gelada”. O limite foi atingido após o jogo do Fluminense, quando o twitter referenciou os dois gols do time carioca como “erros individuais”. Tem que deixar isso para o torcedor fazer. Uma instituição séria como o Vitória jamais deve se render aos modismos de internet.

É preciso um comando. Ivã de Almeida está completamente perdido. Não sabe em quem confiar, não tem pulso firme com seus funcionários. Parece não entender nada de futebol, de gestão. De fora, me parece que todo mundo manda no clube, menos ele. Ou seja, o que Willian Farias falou é a grande verdade: não há uma referência no comando do clube.

Passou da hora de assumir seus erros, Ivã. Conversar com o torcedor do clube, que já não aguenta mais tanta bagunça. Explicar que houve um erro de avaliação, de gestão. Não tem problema nenhum em assumir isso publicamente, com todas as palavras. Olhando para seu rival, é só lembrar que o os dois primeiros anos de Marcelo Sant’ana não foram nada fáceis. Erros de avaliação acontecem. No Vitória, no Bahia, no Palmeiras ou no Barcelona. O que não pode é agir como uma árvore, como se nada estivesse acontecendo. Limpa a poeira, organiza a casa e tenta salvar o ano enquanto há tempo. Não acredito que Gallo seja a pessoa certa para isso, mas que ao menos ele consiga trabalhar sem tanta bagunça em sua volta. Porque se continuar assim, nem Guardiola salva o Vitória da segunda divisão.

twitter: @tedsimoes

7 thoughts on “O Vitória hoje é a casa da mãe Joana.”
  1. Alberto 7 de junho de 2017 on 07:30 Responder

    Texto anti-gramática.Precisa de uma revisão.É como o jogador profissional que não sabe cobrar lateral.

  2. Alberto 7 de junho de 2017 on 07:35 Responder

    “Torcedores do clube vem(..)contra o clube”.O verbo vir leva circunflexo no plural:”vêm”.O substantivo clube, citado duas vezes na mesma linha,poderia ter sido trocado.Abaixo,mais erros.Contrate um revisor,ó homem!

  3. Edmundo Lôbo 7 de junho de 2017 on 13:42 Responder

    Deixem o Vitória em paz, banco de BUTRES.

  4. Edmundo Lôbo 7 de junho de 2017 on 13:43 Responder

    Deixem o Vitória em paz, bando de ABUTRES.

  5. FRANCISCO 7 de junho de 2017 on 15:07 Responder

    Nada disso. A casa da minha sogra não tem lixo nem é bagunçada.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  6. alvaro liberato 7 de junho de 2017 on 15:31 Responder

    1) UMA CHUPETA PARA WILIAMS FARIAS. JOGADOR DE FUTEBOL NÃO TEM QUE ESTÁ OUVINDO NADA DE FORA. FARIAS TEM QUE JOGAR FUTEBOL E NÃO QUERER UM PAPAI FORA DE CAMPO. 2) ESTÁ FALANDO DEMAIS, O CAPITÃO DO VITÓRIA,MISTURANDO AS COISAS. NÃO É PARA SE ENVOLVER NEM ELE NEM NENHUM JOGADOR COM OS PROBLEMAS DA DIRETORIA. 3) REPROVÁVEL, SOBRE TODOS OS ASPECTOS, AS INTROMISSÕES INTEMPESTIVAS DO VOLANTE RUBRO NEGRO. SE CONTINUAR, SÓ VAI JOGAR ÁLCOOL NA FOGUEIRA RUBRO NEGRA. VAMOS DEVAGAR, SENHOR WILLIAMS FARIAS. LIDERANÇA POSITIVA, APLAUSOS. NEGATIVA, REPROVÁVEL. MANTENHA-SE NA POSIÇÃO DE JOGADOR E CALE SUA BOCA, FARIAS, PARA NÃO COMPLICAR, MAIS AINDA, A SITUAÇÃO DO VITÓRIA.HÁ MUITO TEMPO O JOGADOR VEM CRITICANDO E O SEU RENDIMENTO TEM CAÍDO ASSUSTADORAMENTE. VAMOS JOGAR FUTEBOL!

  7. Marco 7 de junho de 2017 on 19:14 Responder

    Observacao interessante tanto para os torcedores to Bahia quanto para os torcedores to Vitoria. Temos que torcer para os times com os quais temos afinidade; no entanto, acima de tudo temos que torcer com respeito e trabalhando para o engrandecimento to futebol NORDESTINO. Ontem foi a decada quando o Bahia estava enfrentando problemas estruturais enormes, hoje e o Vitoria. Temos que dar oportunidade a geracao de jovens instruidos com conhecimento the gerenciamento professional, nao a cartolas dos tempos passados. Os nossos times precisam de homens de visao e profissionais competentes.

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