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O Bahia precisa aprender a matar os jogos para não depender de arbitragem

Foto: Twitter oficial do Esporte Clube Bahia

 

Não há dúvidas: o Bahia foi, mais uma vez, prejudicado pela arbitragem. O famoso “juiz caseiro” operou o tricolor na noite dessa quarta-feira, na Ilha do Retiro. Desde o início do jogo, faltas foram invertidas, jogadores amarelados e um experiente Diego Souza apitando o jogo. O gol do Bahia foi legal, o pênalti em Allione existiu, mas somente no replay deu para ter certeza. O escanteio do gol de empate não existiu. O Bahia tem mil motivos para reclamar, mais uma vez, de como foi prejudicado. O que não pode é tornar isso uma prática comum. O time pode evitar isso vencendo seus jogos, minimizando os erros de arbitragem.

Há um bom tempo, venho falando da teimosia e falta de ousadia do técnico tricolor, Guto Ferreira. Ele parece não aprender com os próprios erros. Não aprendeu com a quase não-promoção do Bahia na Série B do ano passado, nem com a derrota na final do Campeonato Baiano deste ano. Parece ser orgulhoso da máxima de que o que importa é vencer, “nem que seja de meio a zero”. Tirando a espantosa goleada no time reserva do Atlético-PR na abertura do Brasileiro, o Bahia de Guto parece um time com medo de vencer. Seu famoso e belo hino é contrariado a cada partida: “Mais um, mais um Bahia” só no canto da torcida. Em campo, a cada gol marcado, o time parece ser proibido de ampliar o placar, de matar o jogo. Um defeito gravíssimo que o treinador parece não se importar, partida após partida.

Guto tem seus prós, não podemos esquecer. Há muito tempo o torcedor do Bahia não via um padrão de jogo definido, um sistema defensivo confiável (até Lucas Fonseca vem jogando bem) e até mesmo não depender de apenas um jogador para marcar gols. É um time muito coletivo, que sabe trabalhar a bola. Até comentei no Twitter no final do primeiro que o time estava se comportando bem em campo, fazendo um jogo sólido. Diferente de jogar bem, mas totalmente compreensível numa final fora de casa. O gol era questão de tempo e paciência. Aí é que entra o problema crônico do Bahia. Faz o gol e recua, perde a concentração, o foco. Não aproveita o adversário cambaleando para nocautear de vez, como fez contra o Atlético PR.

Não que seja culpa só do treinador. Os jogadores também precisam entender o jogo. Destaque para Zé Rafael, que prende demais a bola e mata vários contra-ataques do time. Ele é um jovem com recursos, mas que precisa ser chamado a atenção. Hora do treinador mostrar que não é pago apenas para escalar o time. É função de Guto aprimorar seus atletas. Não é a toa que ele é chamado de “professor” pelo seu elenco: tem que ensinar, diariamente, o atleta a desenvolver o seu potencial.

Entendo que Marcelo Santana (e até seu vice, Pedro Henriques) precisa aparecer e reclamar publicamente contra a arbitragem, levando em conta que realmente o Bahia vem sendo prejudicado ultimamente. É obrigação defender a instituição que representam. Mas eles precisam parar de usar apenas essa muleta para culpar os fracassos do Bahia. Não foi a arbitragem que tirou o título Baiano, muito menos o quase-vexame da Série B do ano passado. O Bahia de Guto Ferreira tropeça em suas próprias pernas. Ficar dependendo da boa vontade de um juíz é um convite formal ao fracasso e as desculpas esfarrapadas. É preciso sim cobrar o treinador e o elenco. É preciso também trazer os reforços prometidos para um elenco ainda muito frágil. Já passou da hora do Bahia aprender a liquidar seus jogos e deixar a torcida respirar aliviada em final de jogos e campeonatos. Não foi tão legal no jogo do Atlético PR? Precisa ser sempre com emoção, Bahia?

Twitter: @tedsimoes

One thought on “O Bahia precisa aprender a matar os jogos para não depender de arbitragem”
  1. Aremildo de São Pedro 18 de maio de 2017 on 09:33 Responder

    O autor do texto está 100% certo. É importante que este texto seja lido pelo técnico do Bahia e por seus jogadores. Se eles não leem jornais, alguém da direção do Bahia levem até eles. Vários jogos o Bahia poderia ter liquidado a fatura e recuou sem explicação alguma. Mesmo com erros de arbitragem ou de algum jogador durante a partida, o Bahia tinha condições de reverter a situação, mas foi incompetente. Ex.: Bahia 0 x 1 Santa Cruz em 2016. E outra, árbitro da Fifa não é garantia de acerto, porque na decisão do Baianão de 2016 foram dois ártbiros da Fifa que tiraram o título do Bahia, aliados a incompetência do mesmo.

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