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O Patético futebol Brasileiro ataca novamente. O STJD pune o Grêmio pela invasão da filha de Renato Gaúcho

Foto: Danilo Borges

Foto: Danilo Borges

30 de junho de 2013. O Brasil vence a Espanha num Maracanã lotado, pela final da Copa das Confederações. Após o final do jogo, familiares dos jogadores entram em campo pra celebrar a conquista em casa. Alguns se excedem e levam seus filhos pra receber a taça na cerimônia de premiação, casos de Júlio César e Marcelo. Tudo muito bonito e até merecido, pra quem ficou tanto tempo longe da família servindo a seleção.

3 anos depois a mesma cena acontece, com outros personagens. Dessa vez, o Grêmio conquista uma vaga na final da Copa do Brasil dentro de casa, com o estádio lotado. Após o fim do jogo, a filha do treinador Gremista entra no campo pra comemorar com o pai. Faz fotos, filma o momento e sai de forma discreta. Talvez não tão discreta por ser uma modelo famosa, é verdade. Mas assim como o exemplo da seleção, não causou nenhum dano ao jogo. Apenas uma simples celebração entre pai e filha.

Mas não foi isso que o STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva) viu. Numa decisão inédita (e bastante covarde), o orgão que regula o futebol Brasileiro decidiu punir o Grêmio com a perda do mando de campo na grande final da competição. Algo inimaginável num país onde a violência das torcidas organizadas impera a cada dia.

Vale lembrar o caso da seleção pra falar dos dois pesos e duas medidas na decisão. Não houve qualquer tipo de punição, sequer o fato foi mencionado como proibido. Me parece muito mais um ato carregado de machismo. Pelo fato da bela Carol Portallupi ter virado notícia em todo o país pela inocente invasão no gramado. Afinal, pra muitos, futebol continua sendo coisa pra homem. É só perceber que as poucas árbitras ou bandeirinhas que trabalham nos jogos sempre ganham destaque maior pela “estranheza” que muitos ainda enxergam no fato de ter uma mulher participando de um jogo de futebol. E quando erram então, a notícia fica ainda maior.

Não que seja apenas isso também. Em 2016, o STJD colecionou polêmicas. Puniu Palmeiras e Flamengo pela briga das torcidas em Brasília da forma mais confusa possível: ordenou que fechassem um setor do estádio como punição, na base do “achismo”. Proibiu os times de venderem ingressos como visitantes. No jogo contra o Vitória no Barradão, a diretoria do clube Baiano vendeu a parte que o Flamengo não poderia vender e lucrou com isso. Resumo da ópera: se a intenção era afastar a torcida do Flamengo, não conseguiu. O setor estava lotado de Flamenguistas.

Os critérios são confusos e em muitas vezes, estranhos. Tratam marginais do mesmo jeito que tratam pais e filhos. Tanto pra briga das organizadas, onde os torcedores comuns foram prejudicados, como na invasão do campo. Uma coisa é punir o clube por falta de segurança quando um torcedor invade o campo e atrapalha a partida. Outra é punir a celebração de uma vitória após o jogo. O Grêmio está errado em permitir que a filha do treinador esteja dentro do gramado após o jogo? Sim. Assim como a seleção que deu o exemplo na Copa das Confederações. Mas existem formas de punir que não interfiram a decisão dentro do campo.

Não custa lembrar que há dois anos o Grêmio foi excluído da mesma Copa do Brasil após o caso de racismo com o goleiro Aranha. Esse sim, um caso que merecia uma pena exemplar. Algo que deve ser coibido não só dos estádios, mas da sociedade. Algo que não merece uma pena leve.

Mas tratar a “invasão” de Carol Portallupi como algo ofensivo a ponto de um time perder o mando de campo é algo que precisa ser revisto. Não houve ofensa, falta de espírito esportivo nem de chacota com o adversário. Foi apenas uma demonstração de amor entre pai e filha.

A decisão precisa ser dentro de campo. 11 contra 11, em igualdade para os dois lados. Durante o jogo, as regras precisam ser respeitadas ou algum time vai perder um jogador ou até mesmo seu técnico. Isso sim, faz parte do jogo. Ao contrário, lembraremos sempre dessa final como mais um caso de favorecimento à um determinado time.

Espero que a direção do Atlético-MG se posicione contra esse absurdo. É um time que até hoje se lamenta de ter sido eliminada da Libertadores de 1981 em um suposto favorecimento ao Flamengo, num jogo cheio de decisões no mínimo equivocadas do árbitro José Roberto Wright, que expulsou 5 jogadores do Galo. É hora de dar exemplo e não cair naquela velha lógica Brasileira: roubando pro meu lado, o juíz está certo. Se for pra pensar assim, teremos mais 7×1 acontecendo pra sempre no futebol Brasileiro.

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