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Na reta final da temporada,Vitória e Bahia precisam contar com seus maiores reforços: a força de suas torcidas

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Vitória e Bahia chegam à reta final das séries A e B com objetivos diferentes: Enquanto o rubro-negro luta pra não cair, o tricolor tenta voltar à divisão máxima do futebol Brasileiro. Os objetivos são diferentes, mas ambos têm um fator importante em comum pra ter o sucesso final: a força das suas torcidas.

Os tempos são outros, já sabemos. O velho e bom clima de estádio ficou pra trás. O famoso “padrão FIFA” tirou as arquibancadas do povão e colocou cadeiras de plástico em seus lugares. O Barradão ainda resiste em boa parte do estádio, mantendo o lugar do povo. E é justamente isso que Vitória e Bahia sentem mais falta: seu povo.

Desde o final dos anos 90, a dupla BAVI deixou de ser grande no cenário nacional. Fruto de péssimas administrações, os clubes chegaram abraçados ao limbo do futebol Brasileiro. E mesmo assim, suas torcidas estavam lá, pra carregar cada um de volta à série A. Que ninguém se iluda: não houve nenhuma gestão de choque responsável pro “ressurgimento” dos clubes Baianos. Ambos voltaram através do seu maior patrimônio, seus torcedores. E que hoje, parecem pouco privilegiados.

A conta das novas arenas chegou, como prevíamos, no bolso do torcedor. Ir aos estádios deixou de ser um programa popular. Pra ir à um estádio padrão FIFA, o torcedor tem que pagar o (des)conforto das cadeiras, a modernização das lanchonetes e seus snacks ou até mesmo de um camarote Lounge com direito a sushi e vinhos importados. Tudo bem bonito pra fazer aquela selfie do momento. Em épocas de Gourmetização de serviços populares (Hamburguer, Cachorro-quente e Cerveja), vivemos também a era do futebol Gourmet. Em outras palavras, costumes outrora populares acabaram se tornando cool pra uma pequena parte da população que tem mais condições financeiras.

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Nada contra qualquer tipo de público ou de melhorias. O futebol sempre foi mesmo uma paixão pra todas as classes. Você provavelmente conhece alguém muito rico e alguém muito pobre que torcem pelo mesmo time. E a antiga Fonte Nova reunia com frequência esses torcedores. Pra quem não lembra, as cadeiras superiores e inferiores já existiam nessa época, cobrando ingressos diferenciados. Mas era uma parte do estádio, e não ele por inteiro. Apesar do Barradão ainda manter esse status, a diretoria do Vitória já se mobiliza pra encher suas arquibancadas de cadeiras. Sem questionar sua torcida, o que é pior. Transformar o Barradão em uma arena é um erro que a diretoria não deve cometer. O Vitória só tem a perder com essa decisão.

Sem a força do seu povo, Vitória e Bahia derrapam no futebol Brasileiro. Deixaram de ser times temidos pelos adversários. Jogar em Salvador não amedronta mais ninguém. Desde a Gourmetização do futebol, o torcedor mais humilde deixou de frequentar o estádio. E não é por opção. É simplesmente pelo fato de que é impossível pagar tão caro por um ingresso. E olha que os dois times da capital estão entre os mais baratos do Brasil. O Vitória cobra um ticket médio que varia entre 20 e 25 Reais, a depender do jogo. O Bahia, por incrível que pareça, cobra ainda mais, mesmo na Série B: entre 20 e 30 Reais, segundo o globoesporte.com. Pode parecer barato, mas não condiz com grande parte da população, ainda mais em tempos de crise. O resultado disso são médias de público baixíssimas. O Vitória tem uma média de 9.499 pessoas por jogo, a 17ª do país. Isso significa uma taxa de ocupação de apenas 26% do estádio. O Bahia, time que tanto se orgulha da sua imensa torcida, é ainda pior. A média é de 12.023 torcedores por jogo, o que significa a ocupação pífia de 24% do estádio. Pra ter uma ideia de como é baixo, os dois times Baianos estão atrás do Botafogo da Paraíba, Bragantino e CRB em termos de ocupação de assentos. Os estádios destes times são menores, sim. Mas não dá pra comparar a torcida da dupla BAVI com esses times. É preciso repensar. Estádio cheio pode não garantir os 3 pontos, mas ao menos cria uma atmosfera menos favorável pra qualquer adversário.

Nessa reta final, os dirigentes precisam abrir seus olhos. O que vai garantir o objetivo final, seja de ficar ou de subir, pode não estar apenas na parte técnica ou tática. O torcedor pode fazer valer o mando de campo empurrando seu time, amedrontando os adversários. E que percebam que o maior patrimônio dos clubes Baianos, que estão fora do eixo econômico Brasileiro, é a torcida, a massa. Que a direção de Vitória e Bahia perceba que é hora de devolver o time ao povo. Somente assim, a dupla Baiana poderá voltar a ser grande no cenário futebolístico do país.

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